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Dia da Poupança: quanto rende a poupança e quanto você deixou na mesa em 12 meses

No Dia da Poupança, veja a regra atual do Banco Central, compare o rendimento com um CDB a 100% do CDI e calcule a diferença em 12 meses.

Por Equipe Eurostock · Assessores de investimento certificados · 30 de out. de 2026 · 8 min

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A poupança rende 0,5% ao mês mais a TR enquanto a Selic meta estiver acima de 8,5% ao ano, segundo o Banco Central. Em outubro de 2026, isso equivale a cerca de 0,67% ao mês, ou perto de 8,34% em 12 meses, isenta de IR para pessoa física.

Em 31 de outubro, lembra-se o Dia da Poupança, e a data pede uma conta objetiva: quanto rende a poupança hoje e quanto o seu saldo deixa de render frente a outras opções de renda fixa? A resposta muda pouco de mês a mês, porque a regra é fixa enquanto a Selic estiver alta. Já a alternativa evolui com o CDI. Por isso, vale medir a diferença em reais, e não em percentuais soltos.

Como 31/10 cai em um sábado, publicamos este texto na sexta-feira, 30/10/2026. O objetivo é simples: dar a regra vigente, mostrar um exemplo numérico transparente e indicar como você pode calcular o seu caso. O conteúdo é educativo. Ele não recomenda produto nem promete resultado.

Quanto rende a poupança em outubro de 2026?

Segundo o Banco Central do Brasil, a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR enquanto a meta da Selic estiver acima de 8,5% ao ano. Se a meta ficar em 8,5% ou menos, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a TR. A meta da Selic está em 13,75% ao ano, segundo o Banco Central em 27/10/2026. Portanto, a regra de 0,5% ao mês mais TR segue valendo.

Na prática, o Banco Central informa que a poupança apresentou rendimento mensal na faixa de 0,67% ao mês em setembro e outubro de 2026. Esse número reflete a combinação de 0,5% com a TR. Compondo 0,67% por 12 meses, chega-se a cerca de 8,34% ao ano. Trata-se de um cálculo derivado do valor-base do Banco Central, sem garantia de que a TR se mantenha no mesmo patamar.

  • Regra vigente: 0,5% ao mês mais TR, porque a Selic meta (13,75% ao ano em 27/10/2026) está acima de 8,5%.

  • Rendimento recente: faixa de 0,67% ao mês em setembro e outubro de 2026, segundo o Banco Central.

  • Equivalente em 12 meses: cerca de 8,34%, resultado da composição de 0,67% ao mês.

  • Imposto de Renda: isenta para pessoa física, conforme a Receita Federal.

Como o Banco Central calcula o rendimento da poupança?

O cálculo tem dois detalhes que costumam passar despercebidos. Primeiro, o rendimento incide sobre o menor saldo de cada período, conforme a regra de remuneração dos depósitos de poupança do Banco Central. Segundo, para pessoa física, o período é mensal e conta a partir da data de aniversário da conta. O crédito também ocorre nessa data.

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Um exemplo mostra o efeito. Se você retira R$ 2.000 no dia anterior ao aniversário e repõe o valor dias depois, o rendimento daquele ciclo é calculado sobre o menor saldo, e não sobre o saldo médio. Assim, quem usa a poupança como conta corrente reduz o próprio ganho. Quem deixa o dinheiro parado até o aniversário captura o rendimento cheio do ciclo.

Quanto você deixou na mesa em 12 meses?

Para medir a diferença, usamos um exemplo ilustrativo. Considere R$ 10.000 aplicados por 12 meses e as taxas de hoje como referência. Não se trata do retorno realizado nos últimos 12 meses, e sim de uma projeção com base nos números atuais. A poupança entra com cerca de 8,34% ao ano, derivado de 0,67% ao mês do Banco Central. O CDB entra com 100% do CDI, que está em 13,65% ao ano, segundo o Banco Central em 23/10/2026.

Cenário (R$ 10.000 em 12 meses)

Taxa de referência

Rendimento antes do IR

Rendimento após IR hipotético de 20%

Poupança

cerca de 8,34% ao ano (0,67% ao mês, Banco Central)

cerca de R$ 834

cerca de R$ 834 (isenta para pessoa física)

CDB a 100% do CDI

13,65% ao ano (Banco Central, 23/10/2026)

cerca de R$ 1.365

cerca de R$ 1.092

Diferença

—

cerca de R$ 531

cerca de R$ 258

A alíquota de 20% é hipotética e serve apenas para ilustrar o efeito do imposto. A alíquota real do CDB depende do prazo da aplicação. Mesmo com esse desconto, o exemplo indica diferença de cerca de R$ 258 em 12 meses sobre R$ 10.000. Em um saldo de R$ 50.000, a diferença seria cinco vezes maior, mantidas as mesmas premissas.

Há um limite claro nessa conta. O CDI muda conforme a Selic, e o Focus de 23/10/2026 projeta Selic em 13,25% ao ano ao fim de 2026 e 11,75% ao fim de 2027, segundo o Banco Central. Se os juros caírem, a vantagem do CDB sobre a poupança diminui, ainda que a regra da poupança só mude se a meta chegar a 8,5% ou menos. O cenário real pode diferir do exemplo.

Poupança ou CDB: o que comparar além da taxa?

A taxa isolada engana. Um produto só é comparável a outro quando se alinham risco, prazo e liquidez. Por isso, antes de concluir que uma opção rende mais, olhe os quatro pontos da tabela abaixo.

Critério

Poupança

CDB

Rendimento

0,5% ao mês mais TR (regra vigente)

Definido na contratação: prefixado, pós-fixado ou atrelado à inflação

Imposto de Renda

Isenta para pessoa física

Tributado, com alíquota regressiva conforme o prazo

Liquidez

Saques conforme as regras da conta; rendimento só no aniversário

Varia: alguns têm liquidez diária, outros só no vencimento

Risco

Risco da instituição financeira, com cobertura do FGC dentro dos limites

Risco do emissor, com cobertura do FGC dentro dos limites

A liquidez pesa mais do que parece. CDB com vencimento fixo pode ter resgate antecipado limitado ou marcação a mercado, o que altera o valor recebido antes do prazo. Já a poupança permite o saque, mas quem retira antes do aniversário perde o rendimento daquele ciclo sobre o valor retirado. Em ambos os casos, confira os limites vigentes do FGC antes de concentrar valores em uma única instituição.

Se quiser ampliar a comparação, veja Quanto rende 100 mil: CDB, LCI, Tesouro e poupança lado a lado e Tesouro Selic vale a pena com a Selic atual?. Os dois textos tratam das mesmas variáveis em outros produtos.

Quando a poupança ainda faz sentido?

A poupança não é um erro por definição. Ela cumpre bem funções específicas, e reconhecê-las evita decisões por impulso. A conveniência, a isenção de IR e a regra conhecida atendem quem quer simplicidade. O custo dessa simplicidade é o rendimento potencial menor, como o exemplo acima mostrou.

  • Saldos pequenos e curto prazo: quando a diferença em reais é baixa, a conveniência pode pesar mais.

  • Dinheiro de uso imediato: quem precisa de acesso rápido avalia liquidez antes de taxa.

  • Isenção de IR: em cenários de juros menores, o benefício fiscal ganha peso na comparação líquida.

  • Hábito de poupar: manter a rotina de guardar é mais importante do que escolher o produto perfeito.

Outro ponto é a inflação. O IPCA acumulou 4,58% em 12 meses até setembro de 2026, segundo o Banco Central. Com a poupança na faixa de 8,34% ao ano pelo cálculo acima, o rendimento nominal superou a inflação do período. O que sobra depois do IPCA é o ganho real, e ele também varia entre produtos e prazos. Para o debate sobre inflação e prazos, leia IPCA+ vale a pena? Compare com um CDB a 100% do CDI.

Como calcular a sua diferença em reais?

O cálculo exige quatro dados: o saldo, o prazo, a taxa do CDB e a alíquota de IR do prazo escolhido. Com eles, compare o rendimento líquido do CDB com o da poupança. O resultado é a diferença em reais, que mostra se vale mover o dinheiro ou não. Se o valor for pequeno, a decisão pode ser mantê-lo onde está.

  1. Anote o saldo médio que fica parado na poupança.

  2. Defina por quantos meses o dinheiro pode ficar aplicado sem uso.

  3. Compare a taxa do CDB com os 13,65% ao ano do CDI (Banco Central, 23/10/2026).

  4. Desconte o IR conforme o prazo e confira os limites do FGC.

  5. Compare o resultado líquido com os cerca de 8,34% ao ano da poupança.

Para fazer a conta com os seus números, use o Calcular minha diferença: simulador de renda fixa. Ele compara CDB, LCI, LCA e Tesouro Selic com o seu saldo e o seu prazo. Se preferir uma visão mais ampla das alternativas, a página do pilar Investimentos reúne os conteúdos da Eurostock sobre o tema.

A declaração também importa. Segundo a Receita Federal, saldos de poupança entram entre os bens na declaração, e há dispensa para valores individuais de até R$ 140,00 em 31/12. Mesmo isenta, a poupança não dispensa o registro.

Perguntas frequentes

Quanto rende a poupança por mês em 2026?

Enquanto a meta da Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR. O Banco Central informa rendimento na faixa de 0,67% ao mês em setembro e outubro de 2026. O valor exato depende da TR do período e da data de aniversário da conta.

A poupança paga Imposto de Renda?

Não. Segundo a Receita Federal, a poupança é isenta de Imposto de Renda para pessoa física. O saldo, porém, entra na declaração anual entre os bens, e a Receita informa dispensa para valores individuais de até R$ 140,00 em 31/12.

Quando a regra da poupança muda?

Segundo o Banco Central, se a meta da Selic ficar em 8,5% ao ano ou menos, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a TR. Em 27/10/2026, a meta está em 13,75% ao ano, então a regra de 0,5% ao mês mais TR continua valendo.

Poupança ou CDB: qual é melhor?

Depende de prazo, liquidez, risco e rendimento líquido. A poupança tem liquidez diária em regra e isenção de IR. O CDB pode render mais, mas varia conforme emissor, prazo e taxa contratada. A comparação deve considerar o IR do CDB e os limites do FGC.

Perco dinheiro por deixar o saldo na poupança?

Perde-se rendimento potencial quando existe alternativa com retorno líquido maior para o mesmo prazo e perfil de risco. Em um exemplo ilustrativo de R$ 10.000 por 12 meses, a diferença bruta chega a cerca de R$ 531. O resultado real não é garantido.

Fonte: Banco Central do Brasil — Poupança — Banco Central do Brasil, consultado em 2026-10-27.

Fontes

Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.